Mercados de previsão no Canadá enfrentam restrições regulatórias
Foto: Pixabay

O avanço dos mercados de previsão no Canadá encontra barreiras impostas pelas autoridades financeiras do país.

A Canadian Securities Administrators (CSA) e a Canadian Investment Regulatory Organization (CIRO) emitiram uma posição oficial conjunta sobre a negociação de contratos vinculados a eventos esportivos e culturais.

As duas entidades esclareceram que esses ativos não pertencem ao escopo da legislação de valores mobiliários.

O posicionamento oficial dos órgãos reguladores

Em comunicado, os órgãos deixaram clara a conduta que será adotada em relação aos contratos baseados em entretenimento ou esportes:

“A visão da equipe da CSA é que a legislação de valores mobiliários e derivativos não deve regulamentar os contratos de eventos baseados em eventos ou resultados esportivos e de entretenimento. A equipe da CIRO não considera apropriado facilitar ou aprovar um pedido de seus membros corretores para negociar esses tipos de contratos de eventos”, declararam as entidades.

Um porta-voz também reforçou os detalhes sobre a proibição:

“A CIRO e a CSA emitiram novas diretrizes que esclarecem que a CIRO não permitirá os contratos esportivos e de entretenimento, e que a regulamentação canadense de valores mobiliários e derivativos não autorizará a sua negociação”.

O representante destacou ainda que novos comunicados serão publicados caso surja a necessidade de atualização das regras.

As regras para contratos no mercado canadense

O modelo adotado no país diverge de praças como os Estados Unidos, onde esses contratos ganharam tração.

No Canadá, as operações só são liberadas para indicadores financeiros, econômicos ou climáticos.

Apostas ligadas a disputas políticas ou torneios esportivos permanecem totalmente proibidas nesse formato de negociação.

O apoio da indústria de jogos licenciada

A Canadian Gaming Association (CGA) demonstrou respaldo total às decisões tomadas pelas autoridades.

O presidente da associação, Paul Burns, pontuou que o esclarecimento protege consumidores, governos locais e operadoras regulares.

Para o executivo, o controle rígido impede tentativas de burlar a legislação existente:

“A CGA há muito defende que apenas os reguladores provinciais de jogos devem oferecer as apostas esportivas, em qualquer forma que assumam, e que o funcionamento prático de um produto deve determinar a estrutura que o rege, não o seu nome. As diretrizes afirmam esse princípio, já que a CSA e a CIRO traçaram uma linha clara e sensata: a distinção entre um contrato esportivo e uma aposta esportiva não deve ser reduzida à semântica”, disse.

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